Você se sente preso, ou presa, por dívidas? Você tem aquele sentimento ou obrigação de ter de pagar por algo devido, e que muitas vezes lhe parece impossível de sanar?

Refiro-me não apenas ao sentido literal de uma dívida. Em um exemplo típico, você pode se sentir sufocado por contas a pagar.

Mas, no fundo, eu me refiro ao sentimento de estar endividado desde o momento do nascimento. É aquela sensação moral, familiar e amorosa que nos prende a uma teia de endividamento, seja para com nossos pais, com a família, com a sociedade ou com o mundo em geral.

Se pararmos um pouco para pensar, por que nos sentimos presos assim? É natural que tenhamos esse sentimento de reconhecimento, obrigação e gratidão. Não isso não deixa de ser, também, uma crença, que pode ser uma grande crença limitante.

É aquele sentimento de obrigação para com os pais e para com todos aqueles que contribuíram em nossa formação, ou também o sentimento de dívida para com o planeta em si, que nos sustenta.

Isso tudo é certo, mas pode ser uma grande crença limitante. Muito além do sentimento de gratidão, podemos nos prender a essas obrigações a ponto de nos sentirmos sufocados e não conseguirmos viver nossa própria vida, independente.

O quanto você se sente livre para ser o capitão de seu navio e dono, ou dona, de seu destino?

Não que a gente possa fechar os olhos para essas dívidas ou, pior, esconde-las ou rasga-las de nossa vida. Mas deve haver um ponto de equilíbrio em quanto eu posso me comprometer a pagar dívidas e o quanto eu posso crescer.

Por exemplo, todo país ou empresa tem dívidas financeiras e deve estar sempre no controle para poder administra-las e chegar ao equilíbrio entre paga-las e ao mesmo tempo ter condições de investir para crescer. Da mesma forma, em nossa vida pessoal, temos que chegar ao ponto do equilíbrio entre pagar nossas dívidas (sejam as financeiras, sejam as familiares ou sociais) e ao mesmo tempo termos fôlego e energia para crescermos como indivíduo.

Se isso não for bem feito, podemos sucumbir à vida dos outros, aos planos alheios, e não vivermos a nossa vida.

As dívidas existem e devem ser pagas, mas devemos ter o controle para saber paga-las e ainda assim termos o controle de nossas vidas. É aí que vem a libertação.

Através do exercício da EFT, podemos tirar esse estresse e sentimento de sufocamento, e assim termos a clareza e leveza para levarmos a vida adiante.

E, como a EFT é um trabalho bem individual, o melhor é ir a caso por caso, ver todos os atritos passados, e ir limpando um a um. Digamos, por exemplo, que você traga consigo uma mágoa antiga com certa pessoa. Isso é uma dívida que deve ser trabalhada.

Eu sugiro você aprender a EFT mais ao fundo, fazendo uma lista dessas suas dívidas e bloqueios do passado, e ir limpando a sua conta de débitos. Vale muito a pena o investimento, pois o resultado é surpreendente.

Segue um exercício generalizado para darmos o primeiro passo para esse caminho da liberdade. Apesar de ser um exercício básico, é um grande início para tirar esse sentimento de aprisionamento das dívidas.

 

 

 

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