Como tratar a Depressão com a EFT

Em alguns casos, pode até ser possível tratar a depressão com aplicações de EFT. É o que eu chamo de depressão pequena e leve. Para essas pessoas, o alívio é profundo e elas podem até parar com seus medicamentos (com a devida autorização médica), voltando à sua vida normal com energia, otimismo e auto-estima renovados.

A EFT é considerada uma técnica sem dor, no sentido de que não é necessário entrar em detalhes profundos dos traumas passados, tentando descobrir o seu significado. Ela chega rapidamente à raiz do problema e traz um alívio que muitas vezes permanece. A EFT acessa o sistema energético do corpo, neutralizando traumas mal resolvidos e pensamentos e sentimentos do inconsciente.

Apesar da EFT ser muito eficaz como uma ferramenta de auto-ajuda, quando o caso é uma depressão muito forte, é aconselhável ter um acompanhamento profissional. Caso você considere que seu caso não seja tão grave e quer tentar por si próprio(a), aqui vão algumas das razões mais comuns que atrapalham o bom resultado da EFT para a depressão:

Em primeiro lugar, esteja bem ciente de suas emoções e em quais delas você vai focalizar. Por exemplo, veja se você se sente desencaixado(a), seja de um grupo social, do mundo, de seu corpo, etc. Ou se você se sente reprimido(a) ou tolhido(a), seja por causa de outros, por causa de suas atividades, seu corpo, etc. Em outras palavras, tente ser o mais específico possível. Por quê? Por quem? Desde quando?

Prosseguindo, veja se você se sente avoado(a), sem o sentimento de presença no corpo e o sentido do aqui e agora. Você é capaz de ter um foco claro, seja no que quer, seja na situação atual? Também, tente ser específico(a) nesse ponto e faça a EFT para todos os aspectos que aparecerem.

Vale lembrar mais uma vez que você deverá ser persistente. Mesmo que o resultado positivo não surja de maneira tão rápida, continue. Se você aplicar a EFT por uns dez minutos todos os dias, em duas semanas você poderá ter resultados bem visíveis.

Atente para ver qual o benefício temporário que você possa estar recebendo por manter a depressão. Podem ser justificativas aparentemente absurdas, mas que nosso inconsciente acha válidas para que você se mantenha em seu estado. Por exemplo, talvez você não queira sarar porque então terá que encarar o mundo novamente, terá que voltar a trabalhar todos os dias, terá que deixar de ser tratado(a) como um doente, etc. Portanto, faça sempre as perguntas: o que eu estou ganhando ao manter a depressão? E o que eu perderei se não tiver mais depressão? A resposta pode não ser tão clara no começo. Para isso, faça a EFT continuamente e sem menos esperar você poderá ter alguma percepção sobre o assunto.

Também, esteja atento(a) para ver os pensamentos e memória que possam aparecer no decorrer das aplicações. É possível que haja uma causa mais antiga e remota para a depressão, mais profunda do que a simples falta de ânimo que você possa estar tratando agora. Podem aparecer lembranças da infância, algum trauma passado ou alguma perda no passado. Se essa recordação estiver clara agora, mude o foco da sua aplicação de EFT para essa nova causa raiz.

Não se confunda se aparecer em sua mente muitos aspectos e diferentes temas. Isso pode causar indecisão de que aspecto tratar com a EFT. Escreva uma lista de todos esses aspectos e trate-os um a um. Apenas passe para o aspecto seguinte quando achar que o atual está bem resolvido. Não se preocupe, use a sua intuição para saber qual dos aspectos começar a tratar primeiro. Confie na sua capacidade e focalize-se ponto por ponto.

Não faça a EFT querendo se livrar do problema, ou ansiando pela cura. Aí está um dos segredos da EFT, de que temos que nos entregar e aceitar o fluxo da natureza. Se temos a intenção de resolver e acabar com o problema, podemos estar sendo contra-producentes. Apenas aceite a si mesmo(a) como você é.

A EFT tem a capacidade de ajustar o equilíbrio do seu corpo, colocando-o em ordem e assim curá-lo(a). Tente e veja os resultados.

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