pontocachorroMuita gente me pergunta se e como é possível aplicar a EFT em animais.

Apesar de trabalhar no sistema energético, a EFT clássica é uma técnica de exposição (foco no problema), auto aceitação (aceitar-se apesar do problema) e avaliação (houve mudança do problema?). Isso sem falar que a EFT é uma técnica corpo-mente. Como, então, seria possível fazer a EFT em um animal?

A EFT pode, sim, ser muito bem usada em animais. Isso vale também para bebês ou pacientes em coma, que não têm o intercâmbio cognitivo, e tampouco a possibilidade de serem ativos durante a sessão, o que normalmente é exigido na EFT.

O importante é que, se você for aplicar a EFT em um animal, que primeiro faça a EFT em si mesmo(a), para as seus problemas pessoais. Isso para que você possa estar emocionalmente mais centrado(a) e esclarecido(a), e aí então poder trabalhar no animal.

E depois, você pode fazer a EFT diretamente nos pontos energéticos do animal ou até em si mesmo(a), como se estivesse fazendo “em nome do animal”. Se considerarmos que somos todos partes de um todo, estamos todos interligados. Fazer a EFT em si mesmo(a) pensando no animal pode ter o mesmo efeito do que se estivesse tocando e incentivando os pontos energéticos do próprio animal.

Esse trabalho “por procuração” tem várias vantagens: você pode fazê-lo à distância, e não necessariamente na presença física do animal. Você não precisa se preocupar se o animal irá permitir tocar em todos os pontos e você poderá persistir mais tempo do que normalmente um animal deixaria. Além do fato de que isso permite você fazer a EFT em animais pequenos, como gatos ou até pássaros ou peixes. Isso tudo sem se preocupar exatamente onde se encontram os meridianos de energia do animal em particular.

É muito importante que você não interfira no tratamento. Ou seja, a sua intenção pode atrapalhar. É importante você ser apenas um meio transparente para ajudar. O que você sente ou pensa no momento vai influenciar no tratamento também.

Não se esqueça: os animais parecem ter um sexto sentido. E eles sentem o que sentimos. Se você não estiver bem emocionalmente, eles vão sentir. Os animais, assim como as crianças, respondem aos estímulos energéticos de maneira muito mais rápida do que os adultos. E logo eles se aborrecem e querem parar. As sessões de EFT têm de ser mais curtas.

Ao trabalhar com o animal, fazendo as batidas em si mesmo(a) ou no próprio animal, você pode se dirigir ao animal assim:

Primeira pessoa (como se você fosse o animal). Por exemplo: “Mesmo que eu tenha medo do trovão, eu sou um cachorro muito legal”.

Segunda pessoa (como se você estivesse falando com o animal): “Mesmo que você tenha medo do trovão, você é um cachorro muito legal”.

Terceira pessoa (como se você estivesse falando sobre o animal): “Mesmo que o Totó tenha medo do trovão, ele é um cachorro muito legal”.

Se você consegue dar o tapping (as batidas) no animal, não se preocupe muito se está tocando nos pontos certos. O mais importante são as intenções. Uma opção seria dar as batidas paralelamente à coluna do animal.

Use a linguagem e as palavras que você se sentir mais confortável para falar. Quando você foca sua atenção no animal, você se conecta com a energia dele. E a ideia é focar sua atenção no problema específico, seja uma doença ou comportamento.

Fale então uma frase que descreva o problema e que faça sentido para você. Quando você faz a EFT em um animal, deixe os seus sentimentos serem o guia. E esteja sempre atento(a) se o animal permite o tratamento. Você pode conversar com o animal enquanto bate ou massageia os pontos, sempre dizendo que ele é muito bom e querido.

Animais, assim como os humanos, têm seus pontos energéticos em todo o corpo. E eles têm sentimentos semelhantes aos nossos. Você pode tratá-los com a EFT para qualquer tipo de doença física ou emocional, problemas de comportamento, sentimento de abandono, medos ou desobediência no treinamento, por exemplo.

Você poderá estar fazendo um ótimo serviço ajudando o animal a se tratar dessa maneira.

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