Existe uma receita básica de como fazer a EFT. Em poucas palavras, a técnica é bastante simples, requer apenas leves toques das pontas dos dedos em certos pontos energéticos da acupuntura. Isso se pode aprender em cinco minutos. E por serem apenas oito pontos, em uma sequência repetitiva, é possível decorar a técnica em não mais do que dez minutos.

Em alguns casos o resultado é surpreendente. Sem nem mesmo muita experiência, o problema pode estar resolvido. Mas será que é apenas isso? Por que às vezes a técnica não funciona?

Eu começo sempre explicando que há duas maneiras de praticar a EFT: a externa e a interna! Agora tentarei esclarecer isso melhor.

A EFT externa refere-se a fazer a técnica para os sintomas. E esse é o meio mais fácil e o mais usado. Lógico, pois é o sintoma que incomoda e que se destaca. Se estou com uma dor de cabeça, por exemplo, minha primeira reação será fazer a EFT para a dor de cabeça. E a dor de cabeça tende a amainar ou passar completamente. Porém, não deixa de ser paliativo.

Esse sintoma é apenas a ponta de um iceberg. Você pode amenizá-lo, ou anulá-lo temporariamente, mas isso não quer dizer que o problema tenha sido resolvido por completo. Já que dei o exemplo da dor de cabeça, deixe-me contar meu caso pessoal. Eu sofria muito de enxaqueca. Era um problema crônico que me assolava pelo menos duas vezes por mês. Quando aprendi a técnica da EFT, comecei a usá-la para essa dor. A dor abaixava, eu podia ficar mais tranquilo e dormia bem. Porém, ela voltava uns dias depois. Isso porque eu estava fazendo a EFT apenas para o sintoma e não para a causa.

Como sintoma, posso enumerar todos, mas todos os tipos de problemas que assolam o ser humano (e animais também). Você pode dizer que tem medo de falar em público, que tem dor nas costas, que não consegue vencer na vida, que está sempre com problemas financeiros ou amorosos, que tem raiva de alguém. E a lista vai, infinitamente.

Mas o que muitas vezes não entendemos é que tudo isso é um sintoma apenas. Ou seja, reflexo de problemas muito mais profundos.

Você pode me perguntar, então, como entrar na raiz do problema. E isso requer uma habilidade. Porém, tampouco é difícil. Basta termos persistência e boa vontade. É aí que entra a EFT profunda, ou a EFT para as causas. No exemplo que eu citei, da minha dor de cabeça, eu fui a fundo nas questões de como eu levava minha vida e também na lembrança de quando eu tive essa enxaqueca pela primeira vez. O resultado foi impressionante, pois nunca mais a tive.

Deixa em dar umas breves dicas aqui:

1) EFT Externa, para os sintomas:

Apesar de já ter mencionado que é paliativo, ainda assim é bastante válido. Isso porque, na maioria das vezes, estamos tão aflitos com o sintoma, que dificilmente conseguiremos ir a fundo na causa sem antes ficarmos mais tranquilos, mesmo que seja temporariamente.

Digamos que você esteja muito triste. Como fazer a EFT para esse sentimento de tristeza? Tente se conectar a ele de todas as maneiras possíveis. Antes de começar a fazer as batidas (tapping), você primeiro deve parar, se quiser, fechar os olhos, e ver ou perceber como essa tristeza ocorre em seu corpo. Ela tem um peso? Se positivo, onde? É grande? Você conseguiria dar uma nota, de 0 a 10? Digamos, por exemplo, que você consiga perceber essa tristeza pesando em seu peito, de maneira muito forte. Então, deve-se fazer a EFT para essa sensação, falando frases claras que descrevam para você mesmo(a) o que você já percebe no interior de si: “Mesmo que eu tenha essa tristeza, que me pesa muito forte em meu peito, eu me amo e me aceito profunda e completamente.” Depois de algumas rodadas, pare por um instante, respire fundo, e conecte-se novamente a esse peso no peito. É o mesmo? Tem a mesma nota?

Dando outro exemplo pessoal: na semana passada eu estava muito estressado. Isso causou muita aflição em mim, a ponto de sentir uma bola pesada no estômago, que me dificultava a respiração, fazia meu coração bater mais rápido e impedia a digestão. Oras, eu fiz a EFT para essa “bola”, que eu via, de cor cinzenta (eu sou muito visual), e que tinha um grande peso. Ao fazer o tapping, a sensação foi se acalmando, e logo surgiu um gosto muito amargo na boca. Eu sabia que isso era reação das energias se movimentando. Foi então que eu passei a fazer a EFT para o gosto amargo. Em pouco tempo, eu estava bem mais calmo, e pronto para entrar nas questões mais profundas.

2) EFT interna, para as causas

A causa é sempre um trauma. Quando o trauma é um acontecimento físico bem específico, isso é relativamente mais fácil de se resolver com a EFT. Quando é uma sucessão de traumas, originários ainda na infância e que causaram um quadro crônico, então isso requer mais tempo e persistência. Mas nada que seja difícil ou até impossível.

Por exemplo, é comum pessoas se queixarem de uma dor, que os próprios médicos não conseguem descobrir a causa. Basta então fazermos a simples pergunta: “Quando essa dor começou, o que acontecia em sua vida?” É bem provável que a resposta seja a causa. Pode ser que a dor tenha começado depois que a pessoa sofreu um assalto, ou na época que um parente ficou doente, ou quando os negócios começaram a dar errado. Nesses casos, ir somente na dor seria uma abordagem apenas externa. É necessário trabalhar o trauma que ocasionou.

Nos casos mais profundos, o quadro é sempre mais crônico. A pessoa pode ter sido vítima de vários traumas e desde a infância criou uma autoimagem de não ser merecedora, sem valor e sem vontade de viver. Como eu disse, isso requer mais perseverança. Nesses casos, o melhor a fazer é listar (sim, escrever uma lista!) todos os acontecimentos que possam pesar em sua autoimagem. Coisas como, por exemplo, “o dia que meu pai me olhou daquela maneira por eu ter…” ou “aquele dia que caçoaram de mim na escola e eu me senti…”

A lista pode ser enorme, mas não desanime. Vá diligentemente em cada item da lista, pelo menos um por dia. E aos poucos você vai limpando seus traumas e construindo a sua nova imagem do herói que sempre foi.

Em todos os casos, a EFT é uma ótima técnica, rápida e fácil, para transformar a vida, sempre para melhor.

Se você gostou do artigo ou se tem alguma dúvida, escreva uma nota abaixo e eu terei o maior prazer me responder.

E segue um vídeo com exercício prático

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