Como é possível trabalhar com as emoções? Rejeitando-as? Negando-as? Quando elas são boas, nós a acatamos, nos sentimos bem e vitoriosos. E quando esses emoções são ruins? Como nós reagimos? Na maior parte das vezes, começamos a julgar nossas emoções. E inevitavelmente abraçamos algumas e rejeitamos outras. E aí começa o problema: Essa rejeição é a causa de dor e sofrimento. E se aceitássemos todas as emoções como algo bom? Em primeiro lugar, elas não deveriam ser julgadas e muito menos usadas como armas contra nós mesmos. Ou o que dizer de reprimidas. Portanto, seria válido aceitarmos todas as emoções como boas? Esse é um ensinamento que podemos tirar da prática da EFT. Aprendemos, acima de tudo, a nos aceitar, mesmo tendo tal e tal problema ou emoção. É a experiência em irmos de acordo com o fluxo da natureza, e não rejeitarmos qualquer emoção que seja. São essas mesmas emoções que, se não forem bem digeridas por nós, causam as doenças físicas. Tudo aquilo que não digerimos é uma causa de grande problema. De acordo com a Medicina Tradicional Chinesa, as emoções estão intimamente relacionadas com o sistema energético e circulatório do corpo (as emoções andam dentro do sangue!). E um bloqueio no sistema sanguíneo causa inúmeros estragos, e muitas vezes o fim. O método ideal para tratar com as emoções é aceitando-as assim que surgirem. Dessa maneira teremos controle da situação. Mas e quando não conseguimos? A instrução que mais ouvimos é que temos que nos livrar dessas emoções. Mesmo no caso do tratamento com a EFT, chegamos a pensar, às vezes erroneamente, que temos que baixar a emoção ao número zero. Ou seja, que temos que anular o sentimento. Mas ao mesmo tempo que a EFT é uma ótima ferramenta para respondermos às emoções, o objetivo principal não é se livrar delas! As emoções, boas e más, têm sua serventia. Assim como a dor física, elas nos dão informação sobre nossa maneira de interagir com o que está à nossa volta. Sentimos ira ou raiva, por exemplo, quando estamos inseguros e com medo de algum ataque. Quando nos sentimos frustrados, é porque queremos algo melhor. Quando nos sentimos tristes, estamos reconhecendo que algo muito importante em nossa vida está nos faltando. Por exemplo: seria possível achar a tristeza algo bom? Com certeza! Ela é a maneira de reconhecermos que está nos faltando algo (ou mais pesado ainda, que está nos faltando alguém) na vida. Sentir-se bem por causa da tristeza parece totalmente contraditório, mas e se começássemos a ver desse modo? As emoções em si não são o problema. Elas só o são quando bloqueadas, reprimidas ou rejeitadas. Nós não fazemos a EFT para nos livrar das emoções. Ao contrário, fazemos para alcançar o equilíbrio emocional. Muitas vezes com a EFT nós conseguimos nos livrar totalmente de certa emoção porque conseguimos entender que ela já cumpriu seu propósito, e já nos ensinou alguma coisa. Outras vezes não vamos chegar ao zero, porque ainda são emoções que precisamos sentir. Por exemplo, em minha última viagem ao Brasil, eu comecei a sofrer muito de saudades de meus filhos pequenos. Reconheci com essa saudade demasiada um desequilíbrio emocional que estava atrapalhando o meu bem estar. Notem que era apenas excesso e desequilíbrio e não a saudade em si! Eu fiz a EFT para isso e me senti muito melhor. A saudade continuou, como deveria ser, mas eu não me senti mais perturbado por ela. Creio que você também deva ter suas experiências em trabalhar suas emoções com a EFT. Seria legal se pudesse deixar seu comentário abaixo, de como trabalhou ou ainda trabalha com suas emoções.   Obrigado.   Só para dar alguns exemplos de emoção negativa, eis aqui uma lista de algumas das razões de estarmos nos sentindo assim: (da próxima vez que tiver uma emoção negativa, procure a razão de ela estar lá e vá fundo na causa!)   IRA Quando ficamos irritados, raivosos, hostis, insultados, perturbados, agitados, insatisfeitos, ofendidos, agressivos, frustrados, críticos, violentos, vingativos, repulsivos, enfurecidos, briguentos, sarcásticos, desrespeitosos, ciumentos, revanchistas, etc. DEPRESSAO Quando ficamos desapontados, desencorajados, envergonhados, enfraquecidos, diminuídos, culpados, insatisfeitos, irados contra nós mesmos, desesperados, alienados, maus, pessimistas, rejeitados, muito críticos de nós mesmos, bloqueados, impedidos, presos, desesperados, resistentes, negativos, fechados, sem energia, etc. CONFUSÃO Quando ficamos duvidosos, indecisos, perplexos, envergonhados, hesitantes, tímidos, desiludidos, perdidos, inseguros, desconfortáveis, tensos, estressados, preconceituosos, argumentativos, condescendentes, exigentes, desorientados, etc. SENTIR-SE INDEFESO Quando nos sentimos incapazes, sozinhos, paralisados, fatigados, inúteis, inferiores, vulneráveis, vazios, desesperados, perdidos, confusos, incompetentes, ineptos, incapacitados, fracos, doentes, famintos, sedentos, compulsivos, etc. INDIFERENÇA Quando nos sentimos insensíveis, fechados, chateados, preocupados, frios, desinteressados, distantes, irresponsáveis, cansados, etc. MEDO Quando nos sentimos terrificados, ansiosos, alarmados, em pânico, nervosos, preocupados, tímidos, inquietos, ameaçados, inseguros, apreensivos, agressivos, defensivos, hostis, problemáticos, rígidos, intolerantes, perturbados, intimidados, paranoicos, imóveis, apegados, etc. MÁGOA Quando nos sentimos arrasados, atormentados, doloridos, torturados, rejeitados, feridos, ofendidos, vitimados, humilhados, insultados, indignados, etc. TRISTEZA Quando nos sentimos chorosos, angustiados, desolados, solitários, consternados, muito sensíveis, cheio de remorsos, indgnos, frágeis, descontentes, devastados, etc.  
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