Você sabe que guardar rancor só faz mal a você, certo? Certo. Você sabe que chegar a perdoar é o melhor que se pode fazer, certo? Certo. Você então deveria se esforçar para perdoar, certo? Errado!   É mais do que sabido que o melhor para nossa saúde, física, emocional e espiritual, é praticar o perdão e não guardar rancor algum, de nada e muito menos de ninguém. Gary Graig, o fundador da EFT, costuma dizer que “não perdoar é como beber veneno e ainda assim esperar que o outro morra.” No entanto, não se pode forçar o perdão. Ele deve vir do fundo de ser, no momento que se achar pronto para isso. Para isso, nada melhor do que um exercício de EFT. Com ele, é possível começar a separar a essência da pessoa (que é o objeto do rancor) de seu comportamento. É separar o presente do passado. Vamos começar o exercício? Se você ainda não sabe com fazer a EFT, eu sugiro dar uma olhada rápida nessa página AQUI. Primeiro, eu gostaria que você fechasse os olhos e respondesse de maneira bem clara a essas perguntas:
  • Quem você culpa? É alguém mais ou é você mesmo(a)?
  • Por quê esse sentimento? O que aconteceu?
  • O que aconteceu foi tão sério que não merece o perdão?
  • De uma nota de 0 a 10, quanto está o seu sentimento agora? (sendo 0 nada grave e 10 gravíssimo)
Agora vamos ao exercício em si: Ponto do caratê: “Mesmo que eu ainda não consiga desculpar por tudo o que foi feito comigo, eu ainda assim me amo e me aceito como eu sou.” “Mesmo que o que foi feito comigo é imperdoável, e eu guardo isso comigo até hoje, quem está sofrendo mais com isso sou eu, portanto, eu escolho começar a pensar que talvez seja melhor um dia eu chegar a desculpar.” “Mesmo que não dê para aceitar o que foi feito comigo, isso foi no passado, agora eu quero viver uma vida livre desse peso, por isso eu me abro à possibilidade de chegar um dia a perdoar.”   Diferentes pontos:
  • Sobrancelha: eu guardo tanta raiva
  • Lado do olho: com eu posso desculpar?
  • Embaixo do olho: eu ainda não entendo como isso tudo aconteceu
  • Embaixo do nariz: como eu posso aceitar o que aconteceu?
  • Queixo: talvez um dia, não agora, mas um dia
  • Clavícula: eu possa chegar a desculpar
  • Embaixo do braço: pelo menos pensar na possibilidade
  • Em cima da cabeça: porque por enquanto talvez eu ainda não esteja pronto(a)
 
  • Sobrancelha: continuar dessa maneira está sendo prejudicial para mim
  • Lado do olho: isso me dói muito
  • Embaixo do olho: é, talvez um dia eu possa desculpar
  • Embaixo do nariz: afinal isso é passado
  • Queixo: e agora eu quero continuar minha vida
  • Clavícula: eu, como pessoa, poderia desculpar
  • Embaixo do braço: não o que foi feito, mas desculpar o outro
  • Em cima da cabeça: alguma coisa eu aprendi com isso
 
  • Sobrancelha: e vai chegar um dia que eu até possa perdoar a mim mesmo(a)
  • Lado do olho: por não ter perdoado tudo isso antes
  • Embaixo do olho: eu posso me aceitar e me amar e assim me perdoar
  • Embaixo do nariz: e posso chegar a perdoar qualquer pessoa envolvida nisso tudo
  • Queixo: pode ser que a culpa não tenha sido minha
  • Clavícula: mas quem é culpado nisso tudo?
  • Embaixo do braço: cada um vive nas suas ilusões
  • Em cima da cabeça: e é por isso que eu posso um dia chegar a perdoar
  Entenda que eu não falei nada específico nesse exercício. Se quiser, você pode continuar as frases, falando do acontecido. A ideia, em geral, é criar terreno para se começar a pensar em perdoar. Afinal, por mais que alguém tenha feito algo de mal, no fundo é um fruto de seu meio e suas crenças. Separando o executor do ato (no caso, o culpado) do ato em si (por pior que tenha sido), então começamos a ver a essência do ser. Esse é o campo para abrir-se ao perdão. O benefício é todo nosso. * Eis aqui um vídeo com esse exercício. Nesse link AQUI.  
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